Um calor latente me consome quando sinto sua mão forte que desliza pelo meu corpo e vai descendo e me aperta pela cintura. Ela sobe e acaricia meu rosto e me faz ter dúvidas sobre o que é realidade ou sonho. É como em uma daquelas noites de ansiedade pelo dia que virá, onde você não consegue dormir nada, isto é, você acha que não consegue dormir, porque tudo se emaranha num sonho a respeito de não dormir e você realmente não dorme.
Talvez sejamos vítimas do destino por nos completarmos. Por chorar de saudade em algum canto qualquer ou sorrir de alegria em nosso encontro.
Beije-me! Quero sentir o calor do seu beijo enquanto nossas línguas nos enche a boca, nos molha o sexo e nos acaricia a alma com palavras de um amor sincero e inaceitável. Duas almas sentenciadas ao tempo e ao ódio que aumenta na mesma medida que o amor.
Pegamos as chaves e fechamos a porta para o mundo. Trancados dentro de nosso amor não ouviremos sinos de casamento. Somos homens. Somos culpados por isso. Não fomos protegidos por nossos desejos, por nossas crenças, somente por nosso amor. Estamos completamente sozinhos e realmente há algo de podre nisso...
Há algo de podre no amor...

6 comentários:
Puta realidade... e puta podridão, não no amor mas neste mundo sujo que promove mas não aceita nada diferente.
UAU
Belo texto.
Que lindo texto!!
O cheiro dessa podridão é o feromônio que atiça meu corpo e mente.
Esse eu ainda não tinha lido ... muito bom ...
E mais uma vez caimos na essência da sociedade "digamos aqui, brasileira" ... o preconceito em relação a TUDO e qdo digo TUDO é tudo mesmo ... até com o amor ... obrigadinha por dividir conosco esse texto e me fazer logo as 10h31 da manhã sentir uma ressaca moral por fazer parte desse clã social ...rs
Rita Prado
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