Não podia ficar deitado o dia todo, então me levantei e a primeira coisa que fiz foi procurar uma boa música para colocar no player. Com uma toalha nos ombros avisto o banheiro no fim do corredor estreito, vou caminhando lentamente até ele com o controle remoto do rádio nas mãos. Aumento o volume algumas vezes durante o percurso para continuar ouvindo a música enquanto estou no chuveiro. Com a porta aberta vou me banhando e como adolescente não faço outra coisa a não ser pensar naquela boceta quente e molhada. Inebriado em um momento de loucura, com o membro rijo e brilhante em minha mão, ligo pra ela:
- Alô, Monique?
- Alô. - Responde ela meio sonolenta com uma voz deliciosa.
- Eu sei que é cedo e não deveria estar te ligando, mas to com saudades. - Sem pudores, mas com um pouco de insegurança começo a falar. Tento não parecer um louco tarado, mesmo sendo um. Ela se mostra mais receptiva do que o esperado, sempre rindo muito e dizendo que sou maluco.
Desligamos o telefone. Não gozei, fiquei tímido. Ainda estava excitado demais, então me troquei e desci as escadas rapidamente. Peguei as chaves atrás da porta da cozinha, sai de casa e entrei no meu carro. Estranhamente havia um livro do Marques de Sade em cima do banco do passageiro. Não sei de quem poderia ser, sabia que não era meu. Talvez tenha bebido com Téo na noite anterior e ele acabou esquecendo o livro no banco, não me recordo. Porém nunca o vi lendo Marques de Sade, isso tudo parecia um bom sinal.
Fui dirigindo perigosamente, queria chegar logo. Tinha certeza que deveria correr menos, mas esses lapsos de sanidade não combinam com minha personalidade. Me lembrei de um conto de Charles Bukowski contido no livro “Crônica de um amor louco”, em uma história que ele se passa por um escritor Francês que o havia abrigado em seu apartamento e acaba recebendo uma deliciosa chupada de um rapazote afeminado, acabando por gozar loucamente. Pra mim essa é a prova que o segredo é ser louco suficiente, assumir riscos e assim viver os melhores prazeres da vida.
Mesmo a toda velocidade, a estrada parecia mais longa do que a ultima vez que a peguei. Eu estava com uma vontade louca de me masturbar dentro do carro em movimento. Parecia tentador e arriscado. Decidi que não. Afinal de contas chegar de surpresa e todo esporado na casa de alguém não parece muito educado. Além do mais, ela tinha que sentir todo o meu tesão. Cheguei. Encostei o carro na primeira vaga de 45º que encontrei na portaria de seu condomínio, logo um sujeito carrancudo me atende:
- Pois não?
- Quero falar com Monique, casa 69.
Ele me olha com ar de soberba e interfona para ela. Fico aguardando impaciente até que o portão se abre com um estalo grande, ele não fala mais comigo. Eu entro. São muitos sobrados colados, todos muito parecidos. Encontro a casa. Cruzo sua calçada e aperto a campainha. A porta logo se abre e lá esta Monique. Ela usava uma espécie de shortinho preto e uma camisolinha bem leve e transparente por cima. Não tinha plena certeza, mas acho que dava para ver algo através da transparência.
Fui logo beijando sua boca grande como nunca havia beijado antes. Ela se assustou com meu impetuoso ataque e me afastou. Olhei para seu rosto e havia um olhar de leve represália misturado com sorriso sem vergonha.
- O que você faz aqui safado? Por que não me avisou que vinha? Teria me arrumado melhor pra você.
- Não se lembra mais do que te prometi? Uma gozada matinal diária. Se recorda?
- Claro que sim. Tem como esquecer? Mas achei que já tivesse gozado tudo pra mim quando me ligou. - Fez uma pausa – Então é sério? Você faz isso todo dia pensando em mim?
- Você sabe o quanto mexe com minha libido.
- Mexo? Não sei se faço tanta coisa assim pra te provocar dessa maneira. Na verdade eu acho...
- Cala a boca! - Firme no tom da voz puxei-a com força pela cintura. - Vim te mostrar o que é loucura, tesão e paixão!
Com a mão esquerda puxava seu cabelo e com a direita apertava sua cintura trazendo-a contra a minha. Arfando enquanto falava sacanagens ao seu ouvido ia mordiscando, chupando e beijando seu pescoço. Podia ouvir seu gemido ainda controlado e bem baixinho. Era um gemido gostoso. Eu continuava apertando seu corpo com uma empolgação adolescente, porém o autocontrole era o de um homem maduro.
Enquanto nos beijávamos, íamos andando lentamente com os corpos colados. Ela tentou se desvencilhar para trancar a porta, não deixei. Sem soltar seu corpo, me inclinei para trás e empurrei a porta com o pé esquerdo e continuei a apertá-la. Quando ela se deu conta já estava seminua. Suas pernas grossas eram as mais gostosas que eu já tenha acariciado.
Sem aviso prévio dei-lhe um leve empurrão e a soltei. Ela ficou a alguns centímetros de mim, seminua e levemente arrepiada. Pus-me em riste. Estático, fiquei admirando aquele lindo corpo, alto, grande e cheio de curvas. Um tesão. Dei um passo à frente e puxei-a pelos cabelos, trazendo sua boca até minha. Beijava e mordia seus lábios inferiores grunhindo e gemendo sacanagens. Ela ria e retribuía, chegando a ser mais pervertida do que eu em alguns momentos. Sem soltar seu cabelo fui puxando sua cabeça levemente para baixo. Ela beijava e mordia meu peito, então começava a fazer contrária, subindo. Era uma disputa de forças deliciosa. Pude ver e sentir que sua boca salivava, tinha certeza que era vontade de sentir meu gosto.
Bem devagar, me olhando no olho ela foi se ajoelhando e se deixando dominar. Senti sua boca molhada, que primeiro tocou cada centímetro do meu sexo com sua língua, terminando por engolir tudo com perfeição. Levemente ela ia acariciando a base, enquanto engolia a glande. Queria fechar os olhos, mas não conseguia parar de olhar aquela cena. Volta e meia trocávamos olhares, isso fazia minha pressão arterial subir muito. Tudo que eu desejava era explodir em sua boca, mas eu não podia. Não devia. Não de forma tão prematura.
Com firmeza joguei-a em cima da cama e rasguei as ultimas peças de roupa que cobriam seu corpo. Ficou inteiramente nua. Com o canto do olho pude ver sua expressão de espanto quando me viu debruçado sobre ela e beijando a parte interna de suas coxas e subindo até seu sexo úmido e liso. Comecei a beijar, sugar, lamber e morder seus pés, pernas, joelhos, barriga e seios. Ela se contorcia pedindo para que eu parasse. Eu não parava. Coloquei novamente minha boca em seu sexo e não tirei mais. Intensamente beijei sua boceta quente como se tivesse beijando sua boca. Minha língua era um ser vivo pulsante e sedento, que sem perder o ritmo frenético não demorou muito para fazê-la gozar muito, gemendo cada vez mais alto, cada vez mais agudo e sincopado, apertando minha cabeça entre suas coxas grossas e suadas. Gozou abundantemente até cair desfalecida ao meu lado.
Não lhe dei descanso e novamente fui beijar-lhe o sexo com sofreguidão. Desta vez senti que havia um líquido de gosto forte e espesso. Aquilo me excitou demais. Queria senti-la pulsando de novo, então continuei. Ela não acreditava e gozava seguidamente sem muita dificuldade. Já desesperada pedia para que eu parasse e a penetrasse, mas eu não conseguia, afinal foi com esse gosto na boca que acordei pela manhã. Ele me deixou enlouquecido e fez com que eu cruzasse a cidade. Não parei até sentir que minha língua estava cortada e doendo muito.
Extremamente rijo, penetrei-a com firmeza. Não demorou para que começássemos a gemer loucamente. A fricção, o suor, as trocas de olhares e de carícias nos excitavam mutuamente. Era tão intenso que sabíamos que o orgasmo era iminente. Mesmo assim eu segurei o máximo que pude para continuar sentindo aquele úmido calor, ela delirava com isso. Talvez nem gozasse se ela me pedisse, estava totalmente submisso. Só me importava saber que ela estava satisfeita.
Suávamos muito, trocando os gemidos por gritos e urros de tesão. Eu estocava cada vez mais forte, cada vez mais fundo e ela pedia mais. Era incrível e parecia interminável. Mas não tinha mais como segurar, esse era o limite e aos berros gozamos juntos! Um delicioso orgasmo longo e cheio de espasmos.
Lentamente fui saindo de dentro dela, que sorria um riso largo e branco. Desfaleci. Olhei em seu rosto, ela continuava me encarando, sorrindo e mordiscando os lábios inferiores, dizendo sem parar que eu era maluco. Era impossível discordar dela, eu sou realmente maluco. Eu também espero que ela nunca discorde de mim quando digo que só faço essas coisas com ela, pois ela é uma mulher ímpar, como aquele lindo e reluzente Chevette marrom, 1979 que meu tio avô cuida com tanto esmero até hoje.

2 comentários:
Surpreendente, interessante e estranhamente elegante. Gostei muito!
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Conseguiu! Surpreendeu de novo...
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