Não havia rimas nos meus versos,
mas havia ela,
sapiente e linda,
andando pela cidade
sem que eu a conhecesse,
porém um dia ela se apresentou
usando um lindo turbante roxo,
sorriu pra mim e
disse haver se atrasado para me conhecer,
corei, finalmente ela havia chegado.
Eu procurei em cada poeta marginal
a explicação para este fato,
afinal sentia que o cadeado se abrira,
todos os poetas diziam:
"Ei cara, até Bukowski tinha um "blue bird"
em seu coração e o escondeu tanto,
que no final virou refém dele.
Só então percebi o quanto havia procurado
entre aquelas que não tinham nada a oferecer.
Apaixonado versei
afirmando que paixão era tudo
o que haveria em meus versos
de hoje em diante
e que nunca escreveria rimas
pois mesmo apaixonado
sou limitado e
só posso lhe oferecer versos
crus, pobres mas cheios de paixão.
Havia um cadeado no meu coração,
mas esse matreiro "blue bird"
tinha a chave e abriu a portinhola ,
soltou meu coração para o mundo,
Mas ela o pegou e cuidou dele.
Então mesmo odiando esse pássaro maldito
lhe sou eternamente grato
pois desde então
não paro de escrever versos apaixonados.
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Um comentário:
Noooooooooooossssssssaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Romântico e sóbrio! Muito, muito bom!
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