terça-feira, 22 de novembro de 2011

(+18) Feito Por E Para Quem Se Ama


Um banheiro de azulejos claros dentro de uma casa vazia, não poderia haver melhor cenário. Todos haviam saído, menos ele, que no ápice de seu tesão estava sentado exatamente na ponta do vaso se acariciando freneticamente. Não havia revistas eróticas em canto algum do cômodo. Era somente ele, suas recordações mais íntimas e os azulejos que o espiavam a cada movimento e gemido. Sem muita demora eles foram banhados com uma caudalosa, quente e espessa enxurrada de paixão. Ele gemia baixinho apreciando o momento, sentindo um delicioso alivio, e assim ia desfalecendo aos poucos. Para sua surpresa Glorinha subitamente abre a porta destrancada, ofegante e levemente descabelada, fica encarando-o com um olhar que mistura ódio e tristeza.


- Que porra é essa Gerson?
- Putz, calma ai Glorinha...
- Não acredito nisso... Nunca imaginei isso... Precisa disso? Eu sempre fiz tudo pra te satisfazer... - Chorosa mal conseguia falar, era grande sua decepção.

Gerson levanta desnudo e levemente umedecido nas extremidades. Com certa dificuldade, devido a relutância de Glorinha, ele a abraça e com carinho ele fala em seu ouvido:

- Gloria, por Deus, eu estou aqui sozinho e não há nada de errado comigo ou conosco. Você sabe o quanto sou satisfeito, só que nós homens precisam desse momento a sós, sabe? E sendo sincero lhe digo que não há melhor punheta no mundo do que aquela que fazemos pra quem amamos.

Sem mudar suas expressões ela continua olhando Gerson nos olhos. Totalmente muda ela coloca a cabeça nos ombros do amante por um momento. Tudo lhe parecia estranho demais. Surpreendentemente havia certo carinho no toque de Glorinha que contrastava com seu olhar feroz. Ela gemeu um gostoso gemido de carinho e se soltou dele. Com passos duros saiu do banheiro e entrou no quarto, sem bater a porta.

Gerson se limpou e foi todo temeroso até o quarto. A porta estava semi-aberta, formou-se uma fresta entre a porta e o batente, ele podia ver todo o quarto através dela. Ele tinha certeza que ela estaria arrumando as malas, seu coração estava gelado. Ao espiar o que acontecia teve uma surpresa, Glorinha se masturbava deliciosamente. Seu toque era leve e circular, ele podia sentir o quanto estava molhada de tesão. Ele ficou tarado, não parecia que a pouco havia gozado uma enxurrada, mesmo assim ele sai andando silenciosamente, pé por pé, e pensando que momentos a sós não são necessidades unicamente masculinas. Realmente esse tipo de intimidade é necessária e mais gostosa quando feita por e para quem se ama.

4 comentários:

Nivea Audrey disse...

A-D-O-R-E-I.

Verdade a ser encaradas por muitos.

Cintia disse...

Como sempre, os seus contos me encantam.
Esse também não seria diferente...mulheres também têm as suas 'coisas de mulher', entre elas a masturbação que nos é freneticamente renegada durante a nossa criação; que sempre é vista como um Tabu.
A mulher só deve sentir prazer com o seu homem, ou então nem isso, só deve servir ao seu homem e nada mais...

Dani disse...

Ah quanta verdade hein Mumu!

Mumu Silva disse...

Primeiramente obrigado pela leitura, depois realmente há muitos tabus relacionados a esse assunto, principalmente estando em um relacionamento tido como estável a aceitação do(a) parceiro(a) é algo muito complexo.... tem que fazer sim!